15 de ago. de 2011

1666


Ares vermelhas
Olhos profundos
Corpo fechado
Dores do mundo

Caso sem fim
Mares de início
Fendas abertas
Lábios de vício

Ponte de serra
Lago de sal
Ferida de guerra
Camiho igual

Por ti que assim
Guerra e terra
Mar e fogo
Faz penas de mim

Ti que assim
Traz amor
E em forma de troco
Faz mares de dor

Ti, que tão somente assim
Teima querer matar
Ao santo devoto
Que apenas quer amar

Vênus alada
Tempestade profunda, viciosa
Guerreira e fada
Calma e em mim perigosa

Amada noite,
Em perverso instante
A dama a sangrar, por fim, em foice
pudor pretenso amante.

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