6 de nov de 2011

Tikun

Tikun

Ainda com meu espírito quente e fresco

palpitando, pulsando e diluindo
o meu sufoco lento

cada mínima brisa, 

qual trovão que tento

é pra coagir-me de concertar-te
escultura.

Moldar a si e mexer ao mundo
dizer tempestades e sentir mares silvas
rangendo nas costas e no céu, toda
noite,

buscando-me de novo, como filhos,


 tantos rios

é muita pena pros meus auxiliares esquecidos,
que não remoem, recordam ou 


removem,
apenas repetem

e refazem da lua,

vaso escuro e minguante,

às partes turvas de mim.

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