19 de mar de 2012

3 de Sete[L]embro



Eu desisti de escrever a poesia desta noite por pensar que seja inútil grafar tudo isso. Era um poema sobre tristeza, como todo o que faço, ou de uma alegria de não estar fingindo que fui triste, como eu penso. Cheguei de fato a concluir ele em muito espaço e com esforço de quem tece o passado; não sei o que dizer, sem ter, martelei tanto e acabei não gostando do resultado- Essa fome pelo perfeito me cansa. Talvez admitir que este tipo de ânsia seja um começo meio bom para alguma coisa...Pode ser que eu admita e considere o quanto eu não sou o que gostaria de ser enquanto quem escreve- palavra enrolada- um ser mau-suficiente; ou ainda que eu seja um bom, bem-agradecido, que não é capaz de admirar o médio-médio, o nada-além que sempre fora ao acaso.

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