21 de set de 2012

De Nata

De Nata, versão I

Queria ser menos intenso
para com brasa rosada,
frio veneno
gostar de ti menos
e sofrer sereno;

Morno queria de ser, quiçá o menos propenso
a esse escuro algoz do tempo
quem de mim bem pouco faz
do mais quando me penso e tenho.... em desordem,
ao pé da tempestade
figura só trovoada
a meditar nas frutas madrugadas
toda e qualquer noda do sumo de nenhuma doçura
garoas,
garoas,
garoas amargas
loucura de pequeno;
ou ainda para construir imenso dia com alma
de lamas,
nos jarros para os claros de um pires de sangue,
a laranja alvorada
e a vento de de manga larga
prosseguir
me passar
por mortes passadas,
e alto estar com o mundo
tão igual...
a um dos pássaros de vida breve
frágeis e excelentes
em sonar de tanto dizer que “canto,
cantei
e cantarei sempre, que cantar é urge”
e percorre pelo céu feito, por mim às pancadas,
ou com um pouco de remédio
ainda que céu, gosto de nata
e orna bono a mentira com brio
sem erro ou bronco,
o louco,
como formigas, comido por elas,
sem o receio frio, da ordem exata.

 
 De Nata, versão II


Queria ser menos intenso
para com brasa rosa
frio veneno
me gastar de ti menos
e sofrer sereno
Morno queria ser tenro propenso
a esse escuro algoz do tempo
quem de mim bem pouco faz quando
me penso e tenho;
ao pé da tempestade figura só a trovoada
agora meditando nas frutas madrugas
toda e qualquer noda do sumo de nenhuma doçura
garoas, garoas, garoas amargas
loucura de pequeno...
ou ainda ousado de construir imenso dia
nos claros de um jarro de sangue, entornar laranja alvorada
a ventos de mangas largas
e me passar puro-sangue
no páreo
por mortes passadas
e saltando com elegância
a pássaros de vida breve,
que se espantam com o manhoso do céu
e se pendem em má corda para dizer
“que cantamos
cantávamos
e cantaremos sempre
que cantar é urge irônico”
e mesmo sem penas em mim, cantarolar...
E percorrem pelo meu céu refeito
por mim às doídas pancadas
um pouco de remédio, um gosto de nata,
como formigas, comido por elas, 
o sem festeio
da ordem exata.

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