11 de fev de 2012

Alzheimer

Alzheimer



Ele é só uma criança grande rubra polaca
que dança de neve no sky do father.
não falta a ele nada que não seja o juízo
que mede o sete do cinco medidas de nada.
Já teve a tara de se indispor a frente, vante o vento
chuva e sol
planta e tempo;
já foi peão, cavaleiro e moinho;
mas agora se agita como sino, com hora marcada
para quem o espelho não serve de nada;
com certa tosse,
apresenta limão nas palavras, Palavão
A enfermeira Maria limpa a sua baba
babalorissá que diz que fora. Lenços flancos correm pela bunda;
Talvez gema para nascer a mais, um sound, ou um café doce,
para retornar ao esquecido universo do Asilo Almanaque das Coloridas Invenções. Sono. O que é mesmo uma poesia? Te amo, Maria, que eu não saber quem sabe, ou ainda quem ao menos somos. Doença minha.

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