27 de ago de 2015

Contas (ou Matemático)




Matemático

O meu ódio não solverá nada,
o meu amor, tampouco.
O que necessito é saber
exatamente
o valor do que sinto.
E pedir tudo quanto me roubaram
de volta.
Poderei vislumbrar, como finalidade então, a beleza burra de uma chuva, uma flor.
Quem sabe a dor eu possa até lamber um dia,
depois de contar absolutamente tudo que me releva, materialmente.


Juliano Salustiano 






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