29 de mai. de 2015
25 de jan. de 2015
De repente, 461 (anos) em décima porca, como as calçadas de São Paulo.
De
repente, 461 em décima porca, como as calçadas de São Paulo.
Quando
cheguei em São Paulo
A
festança estava bruta
brotava
cá a minha luta
com
o matulão, o meu armário
fui
o bolo de aniversário!
Mai'eu quase não tive tempo...
de
na festa ter momento:
me
comeram por repleto,
fui
erguer um “morro-reto”,
[e]
desaprendi a ser vento!
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2 de jan. de 2015
Juliano's Thought – Duplo simples e torto. 93843281938149302000233#
Juliano's
Thought – Duplo simples e torto. 93843281938149302000233#
Eu
não preciso enxergar para me inscrever no dia
na
minha imaginação eu desenho no marasmo da tábua fria – eu
resenho a vida
troco
as tintas e imunizo a vista e desfixo
dos
deveres pro belo, vou proibido e arisco
do
meu réu prazer sem culpa
ignorar
inesperada insatisfação que pula
de
coração,
em
coração
a
meu coração … Há um coração
Cheio
de alertas no que peço, do que espero;
Falta
tradutor para traduzir o certo
e
certezas por inteiro para se traduzir
já
que não se sabe quanto conformar de perto
sobra-se
muita maquiagem a produzir
Maquio
com os olhos, péssimos e brilhantes
de
quem já cego pelas canseiras de antes
noiva
infesta e borbulha através do mundo
toda
a minha cara e braçadas n'água a me alastrar o rumo
Tanto
seguro, no dorso lúcido da cidade;
tanto
bruto no porto inseguro da vaidade
futuro
de novo ( a ver-se da quina no cais)
o
profundo, velho e sujo das calhas e corais
Renovado
no tempo dos que não sabem
ele
e eu, alma e couro que não se cabem
vivem
plurais de um enorme e só, Juliano
em
acessos de surf e jangada de um engano
Menos
nau
menos
mau, se não for pelo imerso,
que
não derivo como barco honesto – boquiaberto
rezando
fé por um vento primeiro
o
que a palavra me der por sobra e inteiro:
a
rebeldia à toa das contas de me possuir
em
rio valente – absurdo – e aberto, que é existir.
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29 de nov. de 2014
Raquel's Thought 09971787987979###
Raquel's Thought
09971787987979###
PRÓLOGO
Quantas horas para atender uma pessoa?
Errado. Quantas pessoas entendidas em uma hora?
Corre
[já me cansa]
A alma saiu.
Desfibrilador
[o desconhecido arriva]
Gato na caixa
– Tá vivo?
Checa o pulso [na República]
ela voltou … Pelo tempo
cheia de sequelas mentais
Entonce, tás vivo?
Nem pisca.
Só um coração batendo
e um tubo na traqueia
Ainda um gato de Schrodinger
[agonia]
É essa a impressão da vida.
CORPO
099717879866457979###
A impressão da vida fica
nos gatos que gastei amaciando com fios da minha bárbara coerência
nos gastos que juntei negando
para um só coração batendo;
- Indicia, a vida, toda ela em dutos plásticos,
verdificados, e suas moucas quimeras –
Minha traqueia ronrona [tosse e língua descolocada]
e rastejo para dias de relento: não li o capítulo anterior sobre o
que vivi; li que somente viveria... Frase de sobremente do que
careceria um sonho...
Olhei a mim
e suspeitei de cansaço;
de como haver gente tão diferente [e não me descanso], se deveria.
A íris no picotar da luz me oscila
entre os desejos de ir e de ficar. Quase iguais em si. Não posso me
pegar melancólica, por ora, sem sentido .
Só noto que
A suportar-me,
corpo de anatomia sonante ao pé da cama
translúcida, imaginária, com que vejo acordada
repartindo os planos
Essa íris, colada no
liso branco recém-pisado
piso sujo de asfalto de troncos comidos pelo negro dos pneus do meu
carro
vai alisando o futuro, apenas. Vendo.
O mocho a largar seu posto na árvore, por perceber mais que eu como
avança o dia,
pelos céus [do meu pouso]
que nem me vejo como vim parar aqui …
piam ele e o silêncio.
Vou outra vez para o canto que me resta
agora estou internada
cortinas são as minhas pálpebras
como a alma do desconhecido que não
decide se parte,
ou se incita, vira ou se cala...
Revisa tudo, tudo mesmo, diria que me ronda, caso não fugisse em
tempo dali
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ou
se existira em minha mente, essas saídas
bem
poderia ser encarnada com seu sangue
me
empapar na ânsia de salvá-lo, minha face, clara tanto, vermelha de
nervos e ronco
rosto
este que já descasou com o espelho mil dias,
não
se viu mais por lápis escuro desde o início da poesia
mil
olheiras, saudades de casa
tudo
impresso
tudo impressão de exames do dia. E mais dias minados. Confusos. Mas
não, ainda tenho que aprender o certo. A correção oculta e
objetiva que clareia a mente sem despistar os dias em que tive de ler
o absurdo inventado pela gente toda, [de que existem dramas em filmes
e fitas]...
…..................................
[…]
Muitos
de mim terão medo,
de
medo também terei deles alguns, em segredo.
Eu
construo um subúrbio de sentimentos e delírio, deliro nele
mole
e ruidoso,
e
essa buraqueira de conexões humanas, túbulos e átrios de ofícios
cavucam para mim lugar do meu tesouro e sentido, e calma, de
momento...
eu
sou douta de mim mesmo, dura demais, sempre pra mais, de viver menos
Até
onde vou é uma scissor de pernas longas demais
A
impressão da vida fica sempre quando se volta para casa:
escuro,
Mercúrio fica no espaço, alérgico dos meus dedos, e ousa em cena
do início de noite (…) pertinente ao sol e
roendo
bordas de prédios longe
sei
lá,
Parecem
faltar pedaços, ainda …
Mas
não me parece que tudo parou,
O
túnel e a ponte para o caminho da casa
me
alembra[m] daquela Igreja rígida
visões
atoas
de
pressões de impressões de vidas passadas.
[O
meu templo e capela].
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7 de out. de 2014
Coisa de Americano
Coisa
de americano :
COISA
DE AMERICANO
lisonjear o trabalho
espantar
os pretos ,
e se espantar com
pretos de estados
espetando
atos
de
sons estalados...
Brincar
de bang-bang a sério
todos os dias pela paz;
pela
pax – pabx – de Columbine
ter
medo de vendaval,
pânico de prédio baixo
ou
turbante de táxi
e da falha de San 'Andréas
a
una que mais divide
todo o
progresso da Califórnia
.
fabricar um copo
sul-americano
pra
entornar
a
lei seca e sacra:
não
abrir o mapa
fazer
filmes para sempre ganhar
e
pipoca para assistir
o
sal sobre a terra da America
que
vós sois
e
somos também
via
Epson, e Xerox:
Pão
carne
e
pão.
Twist
e Pop.
Estrôncio
nos corpos marcados de Biquíni:
COISA DE AMERICANO
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2 de set. de 2014
Letra Jota
J
A
prova da minha existência
eu nunca soube provar.
mas me ocorreu uma ocorrência
assim um tanto irregular.
cansada, aqui matutando
pensei num momento distante
que o rapaz, o tal Juliano
me foi assim sempre constante.
os dias que não pude falar
Juliano vinha dar oi
os dias que eu quis me afastar
Juliano nunca se foi.
parei, refleti, mas não me 'deti';
por muito tempo sumi.
mas o rapaz, o tal Juliano
aquele sorriso africano,
ele sempre estava ali.
eu morria em pequenas palavras
e me abria só quando dilacerada.
o Juliano paciente escutava
mas aquele sorriso, que nunca fechava
me dava alguma impressão
de que de fato, ele não fechava não.
um dia, sozinha e arruinada
pensei no estrago da vida
eu tinha sempre o Juliano
e o Juliano, pouco me tinha.
o Juliano, ele me merecia
eu só não sabia o que é que eu queria.
eu vinha sempre arruinada,
mas com sorriso sem trava
com frase feita e ensaiada
o Juliano começava . . .
"oi !"
eu nunca soube provar.
mas me ocorreu uma ocorrência
assim um tanto irregular.
cansada, aqui matutando
pensei num momento distante
que o rapaz, o tal Juliano
me foi assim sempre constante.
os dias que não pude falar
Juliano vinha dar oi
os dias que eu quis me afastar
Juliano nunca se foi.
parei, refleti, mas não me 'deti';
por muito tempo sumi.
mas o rapaz, o tal Juliano
aquele sorriso africano,
ele sempre estava ali.
eu morria em pequenas palavras
e me abria só quando dilacerada.
o Juliano paciente escutava
mas aquele sorriso, que nunca fechava
me dava alguma impressão
de que de fato, ele não fechava não.
um dia, sozinha e arruinada
pensei no estrago da vida
eu tinha sempre o Juliano
e o Juliano, pouco me tinha.
o Juliano, ele me merecia
eu só não sabia o que é que eu queria.
eu vinha sempre arruinada,
mas com sorriso sem trava
com frase feita e ensaiada
o Juliano começava . . .
"oi !"
Por: Helena Vitorino, 2014
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